Eugenia Melo e Castro

domingo, 9 de janeiro de 2011

SOLANO RIBEIRO E A NOVA MÚSICA DO BRASIL

HOJE 14 Hs - www.culturabrasil.com.br
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RÁDIO CULTURA BRASIL - AM 1.200 Khz.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Imagine

Imagine John
se não fosse aquele cara...

Qual será que seria
seu recado...
E quem seu recado ouviria?

Setenta anos.

Velho, é certo.
Mas um velhinho prodígio,
como Paul, seu colega de banda,
que continua por aí: Let it be...

Imagine John
se não fosse aquele cara...

Hoje você na web...
Que ainda não existia...

Quantos seguidores teria?

E o que diria?

Creio eu,
os mesmos versos
jamais esquecidos:

“Imagine all the people
living life in peace”

Imagine John
Se não fosse aquele cara...

Pode ser um sonho sonhado
por milhões, como você sonhava.
Apesar do sonho acabado.


Solano Ribeiro / 8/12/2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rio

Ah...ver o Rio de Janeiro,
de março a fevereiro.
Ver do Rio de Janeiro
o Pão de Açúcar de cada dia,
a barca de cada hora,
a Guanabara...a ponte...
Aérea ponte dos negócios
onde partem e repartem
o Galeão e Santos Dumont.

Ah...ver o Rio de Janeiro,
que o mundo inteiro sonha ver,
lindo, sambando, rindo,
cantando a garota que passa...

Copacabana,
onde os pretos são gatos
as gatas mulatas,
e a crioula na calçada
rebola suada, insaciada.

E o barquinho vai...
pela lagoa do Cristo,
enquanto a puta copula,
misturando línguas
trocando vírus à beira mar.

Ah...ver o Rio de Janeiro
da barra, do morro, do aterro,
da vela do atropelado,
do samba, da moça pelada
no alto da alegoria,
Alegria!...Alegria!

sábado, 20 de novembro de 2010

De mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista
da janela
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os
homens presentes, a vida presente.

Carlos Drumond de Andrade

domingo, 14 de novembro de 2010

Vencedores do CataVento 2010

Os melhores da Nova Música do Brasil

Revelação masculina: Jorge Ailton
Revelação feminina: Karina Buhr
CD Instrumental: “Caleidoscópio” – Henrique Band
Destaque do ano: “Folia de Santo” – Alessandra Leão
Pop: Luisa Mandou Um Beijo
Samba: Graça Braga
Rock: Banda Sabonetes
CD infantil: O Pequeno Cidadão
Melhor cantora: Verônica Ferriani
Melhor cantor: Túlio Borges
Melhor CD: “Rugas na pele do samba” – Fernando Salem
Música do Ano: “A invenção de Dondô” – Rafa Barreto

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Troféu CataVento 2010

Indicações ao CataVento 2010
OS MELHORES DA PRODUÇÃO INDEPENDENTE

Wado concorre na categoria Pop - Maceio
Melhor cantora - Veronica Ferriani - São Paulo
" - Bruna Caran
" - Céu
Melhor vocal – O sexteto carioca à capella BR6
Melhor banda de rock – Porcas Borboletas - Uberlândia
“ - Banda Sabonetes - Curitiba
Instrumental – Henrique Band - Rio de Janeiro
“ - Alexandre Gismonti trio - Rio de Janeiro
Revelação masculina - Jorge Ailton - Rio de Janeiro
Revelação de cantora - Tiê
“ - Polayne
“ - Karina Buhr
Melhor cantor - Túlio Borges - Brasília
“ - Renato Godá - São Paulo
“ - Thiago Petit
Melhor compositor - Rafa Barreto
“ - Ronei Giah
Destaque do ano - Filipe Mukenga - Luanda
" - Alexandra Leão - Pernambuco
CD Infantil - Pato Fú - Minas Gerais
“ - O Pequeno Cidadão - São Paulo


DOMINGO 14 hs.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os 60 da televisão e a MPB

Sinal dos tempos: Em recentes debates promovidos pelo jornal O Estado de São Paulo pela passagem dos 60 anos da televisão no Brasil foram escolhidos como temas: jornalismo, humor e novelas. A música popular não teve vez. Justamente aquela que com os grandes festivais na década de 60, além de revelar nova geração de compositores, cantores e músicos, mudou o panorama da música e da televisão. Suas apresentações atraiam mais interesse e audiência que o futebol. A final do Festival da TV Record de 1967 atingiu inacreditáveis 97% de Ibope. Fizeram parte da própria história de período importante na formação da atual conjuntura política do país. A música popular, principalmente a que veio ser chamada MPB, teve participação ativa, tanto nos momentos em que a ditadura militar fez presente sua força, com impiedosa perseguição ao pensamento libertário, quanto na luta contra sistemática e brutal censura imposta aos meios culturais e de comunicação. Foi através da música popular e por meio de seus artistas que toda uma geração encontrou tênue, porém, viva e marcante válvula de escape para dar vazão às suas insatisfações e anseios por liberdade.

O Festival de San Remo é realizado desde 1951, mesmo antes da chegada da televisão na Itália, o que aconteceu em 1955. No Chile o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, considerado o mais importante da América Latina é organizado em todo mês de fevereiro desde 1959. No Brasil o ciclo dos grandes festivais que eram transmitidos pela televisão terminou em 1972 com o VII FIC.

Os festivais foram interrompidos por razões políticas. Algumas tentativas esporádicas aconteceram, mas sem a continuidade que transforma um festival de música num processo dinâmico. As criações apresentadas no último servirão sempre como referência ao seguinte, numa constante transformação de estilos, ritmos e tendências de artistas que fazem do festival ponto de partida, cuja chegada trará sempre surpresas para quem o acompanha. A falta dos festivais e de uma música de qualidade no rádio e na televisão fez com que os espaços fossem ocupados pelo marketing da indústria da música que impôs modismos de qualidade duvidosa tendo como única finalidade fazer dinheiro. O que se viu foi total desprezo por coerência ou vínculo com valores culturais que tanto motivaram público e mídia em tempos recentes. Basta fazer um passeio pelo dial das FMs de qualquer localidade para se ter a impressão de estar em outro país. Hoje a música brasileira faz mais sucesso no exterior do que na sua origem.

Mas, chega de saudade. A fila tem que andar. Por outro lado e para quem sabe, nunca na história deste país existiu quantidade igual de músicos, cantores, compositores e grupos que, sem necessidade de grandes investimentos, estão preparados para ocupar os espaços que lhes pertencem por direito. Os meios mudaram, assim como a maneira de fazer música. A produção independente cresce. Com a informática e suas possibilidades infinitas, somadas ao Facebook, YouTube, MySpace, MP3, Ipod ou não pod, veio a liberdade de criação e plataformas de divulgação que modificaram a relação musica / público. Isso precisa ser revelado. E a maneira ainda mais eficiente seria pela televisão. Mas, não é hora de realizar um festival de música popular. Antes será necessário criar ambiente musical, o que não é difícil. A Nova Música do Brasil, se descoberta pela televisão, tem potencial para desencadear movimento musical que poderá ocupar espaço igual ao da Bossa Nova ou até mesmo dos Festivais com uma música que vai de encontro às raízes culturais de imensa platéia e mídia, ávidas a prestigiar com seu aplauso e espaço iniciativas coerentes com o momento por que passa o país e o planeta. Quem viver ouvirá!